Um pouco de mim

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Sou uma mulher madura, que às vezes anda de balanço. Sou uma criança insegura, que às vezes usa salto alto. Sou uma mulher que balança. Sou uma criança que atura. "Martha Medeiros"

17 de janeiro de 2011

DEUS FEZ O MUNDO EM 7 DIAS...


...e em 40 minutos, a chuva destruiu parte dele.
Fico imaginando se eu teria a coragem, a força, o estômago e o psicológico, que essas pessoas estão tendo, no grande desastre na Serra do Rio de Janeiro.

É tão triste e desolador esta situação em que essas pessoas, que até poucos dias atrás eram anônimas, vivem.
Nós, seres humanos, ficamos tão indignados quando um outro ser qualquer rouba a alma e/ou os bens materiais do próximo, e sempre queremos justiça, arranjar uma forma de punição. Mas e quando este “ladrão” se chama Natureza. Temos de puni-la? Ou será que essa é a punição da própria? Que cansou de ser maltratada por nós, seres vivos racionais?
Se somos tão racionais, porque sempre pensamos depois de tudo? Por que não antes de cada desastre. Talvez porque jamais iremos decifrar o que de fato a Natureza é e o que ela guarda para nós.
Não posso afirmar que isso tudo que está acontecendo seja uma vingança da Natureza. Mas talvez seja aquela mágoa que guardamos por muito tempo, e que quando ela resolve se libertar, vem como uma explosão. Sem data e nem hora marcada.
As lágrimas que saem dos meus olhos, e o aperto no meu peito é tão imensurável, que faz com que meus problemas se tornem algo feliz.
Sempre agradeci por tudo que tenho, sempre tento não me lamentar pelo que não tenho. E essas fatalidades que acontecem por ai, só faz com que eu agradeça mais ainda pela saúde que tenho, pela comida de todos os dias, pela água, pela minha casa, que mesmo não tendo nada de riquezas, está sempre em pé me abrigando nos dias de frio, de calor e de chuva.
Deus nos abençoe.

6 de janeiro de 2011

ADEUS 2010



Meu ano de 2010 não foi bem um 10, talvez um 7 ou 8, mas não 10.
Em 2010...

- Passei uma borracha em 2009;
- Me envolvi com um cara complicado;
- Me diverti com meus amigos;
- Chorei;
- Dei risadas, gargalhadas, ou simplesmente sorri;
- Estudei;
- Trabalhei;
- Encontrei novas amizades;
- Resgatei novas amizades;
- Consegui um emprego novo;
- Conheci um homem maravilhoso, me apaixonei, me iludi.. sofri.
- Fui péssima nas minhas notas, recuperei, passei de ano;
- Reencontrei meu passado, me alegrei, resisti, fui embora e não mais voltei;
- Segui meu rumo, me reergui;
- Fiquei de mal com minha melhor amiga.
- Fechei meu coração.

Meu 2010 não foi bom. Agora só me resta olhar para frente, e ao passado não voltar.

25 de dezembro de 2010

MERRY CHRISTMAS!

Que todos nós consigamos viver em harmonia não somente no dia de Natal, e sim, em todos os momentos.
FELIZ NATAL.

1 de dezembro de 2010

REALIDADE INDESEJADA


E o sonho que sonhei?
Um sonho não real.
Um sonho tão sonhado.
Vencido pela dura realidade, com um choque de acordar.
À noite envaideço, por em seus braços me encontrar.
De dia enlouqueço, pelo fato de com você, eu não estar.
E o ar que em mim entra?
São como adagas, que dilaceram meu interior.
E o que vejo?
Um caminho destruído. Rachado. Imaginário.
E o que sinto?
Apenas desespero, por não conseguir chegar ao seu coração.

By: Nazly (01/12/2010)

30 de outubro de 2010

À ESPERA DE UM MILAGRE?




Eis que estamos mais uma vez tendo de decidir o futuro do Brasil, chegou a hora de escolher quem nos representará pelo mundo, é a votação para “O Presidente” ou “A Presidente”, já que temos: pelo partido do PSDB o candidato José Serra, e pelo partido do PT a candidata Dilma Rousseff. É uma escolha bem difícil que temos de tomar, porque é uma decisão que durará pelo menos quatro anos.
Este ano, sinto que está mais difícil, não consigo me decidir pelo o que eles irão fazer para melhorar nosso Brasil, só o que vejo e ouço, são os candidatos “lutando” com suas palavras. Parece que eles estão mais preocupados em relatar o que cada um fez de errado no passado, do que em expor suas ideias para um futuro melhor. Creio que não estou sendo exagerada em dizer que: a cada dez propagandas eleitorais, de cada candidato, pelo menos nove são do tipo “Dilma ou Serra fizeram tal coisa errada no passado”. Isso não é só lamentável de se ver/ouvir, é um absurdo que uma eleição para PRESIDENTE, acabe por se tornar uma baixaria! E outra, todos sabemos que nenhum dos dois são um poço de castidade, então é uma perda de tempo eles quererem que decidamos por este fato.
Afinal, estamos em uma eleição, e isso me lembra a palavra “promessa”. Sim, aquelas promessas que é típico de uma “boa política” (hahaha...forcei bastante agora). Aquelas promessas que menos da metade são cumpridas. Aquelas promessas que já são quase que um “script”, em que nós também já decoramos. Promessas, promessas e mais promessas. É com isso que estou acostumada, infelizmente.
É triste, mas acabei por escolher meu candidato não pelo que ele fará, mas pelo que ele fez, já que foi nisso que se transformaram as campanhas feitas por estes nossos “ilustres” candidatos.
A única coisa curiosa que me chamou a atenção essa semana, foi a paixão que vi nos partidários espalhados pela capital porto-alegrense. Na Esquina Democrática (entre a avenida Borges de Medeiros e a Rua dos Andradas), e em frente ao Mercado Público, foram os pontos de encontro. Uns estavam ali mais por obrigação ou interesse do que por prazer. Mas outros defendiam seus candidatos, como se estivessem defendendo seu time de coração.
Uma cena muito engraça que vi, foi quando a nossa candidata Dilma Rousseff, esteve na Esquina Democrática: vi um homem correndo com um sorrisão dizendo que sua candidata estava por ali, alguns minutos depois vi o mesmo homem carregando a bandeira do PT, indo de encontro aos outros partidários. A impressão que tive, foi que ele era uma criança feliz por ganhar a presença de algum personagem favorito.
É isso por hoje,talvez eu tenha falado alguma bobagem, mas eu precisava comentar o que eu estou sentindo com o que acompanho pela mídia.
Boa sorte para nós eleitores, espero que a gente realmente saiba em quem estamos prestes a votar.

19 de outubro de 2010

PRATICANDO O DESAPEGO.


De que adianta ficar se lamentando? Chega de olhar para trás, pensando no porque que não deu certo. É torturante isso.

Essa semana meu pensamento está voltado para o presente, nem o passado, nem o futuro, simplesmente o presente. Que é o que eu tenho de mais real no momento.

Comecei a estagiar em uma empresa nova, onde sei que tenho espaço para evoluir. Achei que iria sentir falta do Hospital Moinhos de Vento, onde fiquei 1 ano e 11 meses, mas não. Sinto falta das amizades que construi lá, mas essas estarão comigo independente de eu não estar mais lá. Mas vamos com calma, é recém meu primeiro dia de serviço na Sociedade de Educação Ritter dos Reis.

Meu outro desapego é mais difícil e dolorido, mas tento não pensar muito nisso.

A imagem fala por si, mas quer dizer que eu estou "pintando" a minha própria caminhada.

25 de setembro de 2010

OS DOIS LADOS DA MOEDA.


Como a vida é irônica. Na minha última postagem, fiz um desabafo, pois estava muito deprimida, de coração partido, aliás, de coração lascadinho. E confesso que ainda estou um pouco nessa, de menina infeliz por não ser correspondida num sentimento tão bonitinho. Mas hoje não vim aqui falar dos meus sentimentos, e sim do meu pesar em relação ao sentimento do próximo.
"Amai ao próximo como a ti mesmo."

Sábado, 14 de Agosto de 2010. Presenciei uma cena horrível:

Eu estava com um amigo no carro, e nos deparamos com um homem tentando se livrar de dois assaltantes, que estavam de moto, o homem estava deitado no chão e, um dos assaltantes, apontou para a cabeça do mesmo uma arma. Não atirou porque aparecemos bem na hora, mas só Deus sabe o que iria acontecer.
Depois disso tive vários pesadelos, e andava assustada pelas ruas. Até que consegui parar de pensar nessa cena.

MAS, quarta-feira, 22 de Setembro de 2010, eis que me aparece outra cena terrível:

Acho que esse dia será bem marcante pra mim também, com certeza vai entrar na minha retrospectiva 2010.

Fui no Centro de Terapia Intensiva Pediátrico, entregar um documento pra uma enfermeira, que não estava no local, fui pedir então, para que outra enfermeira ficasse com esses documentos. Só que mais ou menos 3 ou 4 enfermeiras estavam discutindo, para saber que horas colocariam no óbito da criança. E eu, só de escutar o"debate" delas, que não chegavam nunca a uma decisão, já me senti mal.

Mas fiquei pior ainda, quando a porta se abriu e entrou o pai da criança, gritando, desesperado, pedindo o filho dele de volta. A minha vontade, era de sair correndo dali, gritando também. Larguei os documentos, e só não saí correndo porque me contive, mas fiquei em transe, antes de sair, ouvi dois choros se misturando, o de uma criança que não queria tomar injeção, e o do pai...o pai que perdeu um filho...um filho que não tinha mais do que 6 anos de idade.

E daí? Se colocarmos na balança, qual pesa mais? A criança que nasceu sem nunca saber quem era o pai? Ou o pai que daria tudo por aquela criança, que hoje, já não está mais entre nós?

Acho horrível só de imaginar o tamanho dessa dor. Mas tomei um baita choque de realidade, é como se eu tivesse levado um tapa na cara e um grito de "acorda pra vida Nazly". Analisei minha vida, e me perguntei porque vou ficar chorando por um homem, eu tenho saúde, tenho pai, tenho mãe, tenho uma irmã linda, tenho casa, comida, estudo... Chorar por alguém que não quer nada sério comigo, é como se eu simplesmente me colocasse abaixo do que eu tenho e mereço, é como se eu apagasse tudo o que tenho pela única coisa que não tenho, ele.