Um pouco de mim

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Sou uma mulher madura, que às vezes anda de balanço. Sou uma criança insegura, que às vezes usa salto alto. Sou uma mulher que balança. Sou uma criança que atura. "Martha Medeiros"

6 de janeiro de 2011

ADEUS 2010



Meu ano de 2010 não foi bem um 10, talvez um 7 ou 8, mas não 10.
Em 2010...

- Passei uma borracha em 2009;
- Me envolvi com um cara complicado;
- Me diverti com meus amigos;
- Chorei;
- Dei risadas, gargalhadas, ou simplesmente sorri;
- Estudei;
- Trabalhei;
- Encontrei novas amizades;
- Resgatei novas amizades;
- Consegui um emprego novo;
- Conheci um homem maravilhoso, me apaixonei, me iludi.. sofri.
- Fui péssima nas minhas notas, recuperei, passei de ano;
- Reencontrei meu passado, me alegrei, resisti, fui embora e não mais voltei;
- Segui meu rumo, me reergui;
- Fiquei de mal com minha melhor amiga.
- Fechei meu coração.

Meu 2010 não foi bom. Agora só me resta olhar para frente, e ao passado não voltar.

25 de dezembro de 2010

MERRY CHRISTMAS!

Que todos nós consigamos viver em harmonia não somente no dia de Natal, e sim, em todos os momentos.
FELIZ NATAL.

1 de dezembro de 2010

REALIDADE INDESEJADA


E o sonho que sonhei?
Um sonho não real.
Um sonho tão sonhado.
Vencido pela dura realidade, com um choque de acordar.
À noite envaideço, por em seus braços me encontrar.
De dia enlouqueço, pelo fato de com você, eu não estar.
E o ar que em mim entra?
São como adagas, que dilaceram meu interior.
E o que vejo?
Um caminho destruído. Rachado. Imaginário.
E o que sinto?
Apenas desespero, por não conseguir chegar ao seu coração.

By: Nazly (01/12/2010)

30 de outubro de 2010

À ESPERA DE UM MILAGRE?




Eis que estamos mais uma vez tendo de decidir o futuro do Brasil, chegou a hora de escolher quem nos representará pelo mundo, é a votação para “O Presidente” ou “A Presidente”, já que temos: pelo partido do PSDB o candidato José Serra, e pelo partido do PT a candidata Dilma Rousseff. É uma escolha bem difícil que temos de tomar, porque é uma decisão que durará pelo menos quatro anos.
Este ano, sinto que está mais difícil, não consigo me decidir pelo o que eles irão fazer para melhorar nosso Brasil, só o que vejo e ouço, são os candidatos “lutando” com suas palavras. Parece que eles estão mais preocupados em relatar o que cada um fez de errado no passado, do que em expor suas ideias para um futuro melhor. Creio que não estou sendo exagerada em dizer que: a cada dez propagandas eleitorais, de cada candidato, pelo menos nove são do tipo “Dilma ou Serra fizeram tal coisa errada no passado”. Isso não é só lamentável de se ver/ouvir, é um absurdo que uma eleição para PRESIDENTE, acabe por se tornar uma baixaria! E outra, todos sabemos que nenhum dos dois são um poço de castidade, então é uma perda de tempo eles quererem que decidamos por este fato.
Afinal, estamos em uma eleição, e isso me lembra a palavra “promessa”. Sim, aquelas promessas que é típico de uma “boa política” (hahaha...forcei bastante agora). Aquelas promessas que menos da metade são cumpridas. Aquelas promessas que já são quase que um “script”, em que nós também já decoramos. Promessas, promessas e mais promessas. É com isso que estou acostumada, infelizmente.
É triste, mas acabei por escolher meu candidato não pelo que ele fará, mas pelo que ele fez, já que foi nisso que se transformaram as campanhas feitas por estes nossos “ilustres” candidatos.
A única coisa curiosa que me chamou a atenção essa semana, foi a paixão que vi nos partidários espalhados pela capital porto-alegrense. Na Esquina Democrática (entre a avenida Borges de Medeiros e a Rua dos Andradas), e em frente ao Mercado Público, foram os pontos de encontro. Uns estavam ali mais por obrigação ou interesse do que por prazer. Mas outros defendiam seus candidatos, como se estivessem defendendo seu time de coração.
Uma cena muito engraça que vi, foi quando a nossa candidata Dilma Rousseff, esteve na Esquina Democrática: vi um homem correndo com um sorrisão dizendo que sua candidata estava por ali, alguns minutos depois vi o mesmo homem carregando a bandeira do PT, indo de encontro aos outros partidários. A impressão que tive, foi que ele era uma criança feliz por ganhar a presença de algum personagem favorito.
É isso por hoje,talvez eu tenha falado alguma bobagem, mas eu precisava comentar o que eu estou sentindo com o que acompanho pela mídia.
Boa sorte para nós eleitores, espero que a gente realmente saiba em quem estamos prestes a votar.

19 de outubro de 2010

PRATICANDO O DESAPEGO.


De que adianta ficar se lamentando? Chega de olhar para trás, pensando no porque que não deu certo. É torturante isso.

Essa semana meu pensamento está voltado para o presente, nem o passado, nem o futuro, simplesmente o presente. Que é o que eu tenho de mais real no momento.

Comecei a estagiar em uma empresa nova, onde sei que tenho espaço para evoluir. Achei que iria sentir falta do Hospital Moinhos de Vento, onde fiquei 1 ano e 11 meses, mas não. Sinto falta das amizades que construi lá, mas essas estarão comigo independente de eu não estar mais lá. Mas vamos com calma, é recém meu primeiro dia de serviço na Sociedade de Educação Ritter dos Reis.

Meu outro desapego é mais difícil e dolorido, mas tento não pensar muito nisso.

A imagem fala por si, mas quer dizer que eu estou "pintando" a minha própria caminhada.

25 de setembro de 2010

OS DOIS LADOS DA MOEDA.


Como a vida é irônica. Na minha última postagem, fiz um desabafo, pois estava muito deprimida, de coração partido, aliás, de coração lascadinho. E confesso que ainda estou um pouco nessa, de menina infeliz por não ser correspondida num sentimento tão bonitinho. Mas hoje não vim aqui falar dos meus sentimentos, e sim do meu pesar em relação ao sentimento do próximo.
"Amai ao próximo como a ti mesmo."

Sábado, 14 de Agosto de 2010. Presenciei uma cena horrível:

Eu estava com um amigo no carro, e nos deparamos com um homem tentando se livrar de dois assaltantes, que estavam de moto, o homem estava deitado no chão e, um dos assaltantes, apontou para a cabeça do mesmo uma arma. Não atirou porque aparecemos bem na hora, mas só Deus sabe o que iria acontecer.
Depois disso tive vários pesadelos, e andava assustada pelas ruas. Até que consegui parar de pensar nessa cena.

MAS, quarta-feira, 22 de Setembro de 2010, eis que me aparece outra cena terrível:

Acho que esse dia será bem marcante pra mim também, com certeza vai entrar na minha retrospectiva 2010.

Fui no Centro de Terapia Intensiva Pediátrico, entregar um documento pra uma enfermeira, que não estava no local, fui pedir então, para que outra enfermeira ficasse com esses documentos. Só que mais ou menos 3 ou 4 enfermeiras estavam discutindo, para saber que horas colocariam no óbito da criança. E eu, só de escutar o"debate" delas, que não chegavam nunca a uma decisão, já me senti mal.

Mas fiquei pior ainda, quando a porta se abriu e entrou o pai da criança, gritando, desesperado, pedindo o filho dele de volta. A minha vontade, era de sair correndo dali, gritando também. Larguei os documentos, e só não saí correndo porque me contive, mas fiquei em transe, antes de sair, ouvi dois choros se misturando, o de uma criança que não queria tomar injeção, e o do pai...o pai que perdeu um filho...um filho que não tinha mais do que 6 anos de idade.

E daí? Se colocarmos na balança, qual pesa mais? A criança que nasceu sem nunca saber quem era o pai? Ou o pai que daria tudo por aquela criança, que hoje, já não está mais entre nós?

Acho horrível só de imaginar o tamanho dessa dor. Mas tomei um baita choque de realidade, é como se eu tivesse levado um tapa na cara e um grito de "acorda pra vida Nazly". Analisei minha vida, e me perguntei porque vou ficar chorando por um homem, eu tenho saúde, tenho pai, tenho mãe, tenho uma irmã linda, tenho casa, comida, estudo... Chorar por alguém que não quer nada sério comigo, é como se eu simplesmente me colocasse abaixo do que eu tenho e mereço, é como se eu apagasse tudo o que tenho pela única coisa que não tenho, ele.

11 de setembro de 2010

QUEM INVENTOU O AMOR?

A estrada para o verdadeiro amor sempre tem obstáculos.

Por toda minha, curta ou longa, vida de 20 anos, eu jamais me permiti amar alguém intensamente. Sempre fui mais desejada do que desejei alguém. E eu não sabia até quando eu iria conseguir me manter assim, fugindo desse sentimento que é tão bonito.

Não digo que encontrei um grande amor, porque ainda não encontrei ninguém que me faça perder o juízo, e também não sei se quero encontrar uma pessoa assim, tão desnorteante. Mas encontrei uma pessoa maravilhosa e de coração bom, mas que infelizmente não está no mesmo tempo que o meu.

Não me arrependo de me iludir em relação a um sentimento que nunca existiu, mas me arrependo de não ter tentado evitar um apego tão grande!


Que engraçado! Jamais tinha parado para imaginar como era sofrer por amor, e sinceramente, não sei se chegou perto, ou se é parecido. Mas a dor que senti, ao saber que eu não significava o que eu queria ser, foi tão grande, me senti tão tonta e enjoada, é como se eu tivesse levado um soco, ou até bem pior. Um soco não doeria tanto assim.


Não sei ao certo conceituar o que senti na hora, e não lembro de ter sentido isso alguma vez. É uma coisa tão estranha, perdi meu apetite, perdi meu sono, perdi meu ânimo. Será que isso é normal? Ou é apenas mais um exagero?

Caramba! Deixei eu mesma me iludir, não sei onde eu estava com a cabeça, quando pensei que eu teria a capacidade de despertar algum interesse, que eu seria capaz de mudar o sentido das coisas.

Já disse e repito, estamos em tempos diferentes, procuramos coisas diferentes. São as pequenas escolhas que seguimos, que nos faz ser do jeito que somos. E eu escolho agora, ser exatamente do jeito que sou, não mudarei de atitude, por mais que eu esteja sentido que estou caindo, sei que se caio, é porque posso me levantar, não só me levantar, posso correr atrás do que eu tanto quero: ser feliz. E é justamente por isso que meu tempo é escasso, pois ser feliz me consome muito!